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Vidas Secas
Uma família de retirantes atravessa a caatinga com fome e quase sem palavras. Graciliano escreve sobre ela com a mesma secura da paisagem.
- ISBN-13
- 9786550971298
- Formato
- Capa comum
- Editora
- Principis
- Páginas
- 96
Para quem é este livro
Leia se você
- leu A hora da estrela e quer outro retrato de nordestinos à margem, agora no sertão
- prefere livros curtos: são treze capítulos que funcionam quase como contos
- precisa ler para a escola ou o vestibular e quer um volume fino, de 96 páginas
Talvez não seja para você se
- procura enredo com reviravoltas; a história anda devagar, no ritmo da seca
- se incomoda com prosa muito econômica, que mostra mais do que explica
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Vidas secas - Ramos, Graciliano - Ciranda Cultural - Capa Mole
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Sobre o livro
Fabiano, Sinhá Vitória, os dois filhos e a cachorra Baleia andam pela caatinga atrás de um lugar onde a seca castigue menos. Os meninos nem têm nome: são o menino mais velho e o menino mais novo. A cachorra se chama Baleia por ironia, porque a fome a deixou magra.
Graciliano montou o livro a partir de contos. O primeiro foi justamente “Baleia”, publicado em jornal; depois veio um para cada pessoa da família. Por isso os treze capítulos não seguem uma linha do tempo rígida e podem ser lidos fora de ordem.
Como é a leitura
São 96 páginas, e dá para terminar numa tarde, mas o livro pede atenção. A prosa é seca como a paisagem: frases curtas, nenhum enfeite, um narrador em terceira pessoa que chega perto de cada personagem sem falar por eles. O efeito é o de uma família que pensa muito e diz pouco.
O que fica é a dignidade dessa gente diante de uma pobreza que o livro mostra sem sentimentalismo. Publicado em 1938, faz parte do chamado romance de 30 e continua sendo uma boa porta de entrada para essa geração. A estrutura em capítulos soltos ajuda quem lê pela primeira vez: se um trecho travar, o seguinte recomeça por outro membro da família.
Sobre esta edição
Edição da Principis de 2024, em capa comum, com 96 páginas. Para quem quer só o texto num volume fino, é uma opção prática. Quem prefere a edição autorizada pelo Instituto Graciliano Ramos encontra a da Record, com 176 páginas. Outras edições, quando houver no catálogo, aparecem na página da obra.



